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<title>Divinos Segredos</title>
<link>http://divinossegredos.zip.net</link>
<description>Esse blog é dedicado às artes, poesias, magias, filosofias, pseudo-filosofias e tudo aquilo que transforma a minha vida naquilo que prezo acima de tudo. </description>
<dc:language>en-us</dc:language>
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	<item rdf:about="http://divinossegredos.zip.net/arch2007-04-22_2007-04-28.html#2007_04-23_02_45_55-11265065-0">
		<title>El Laberinto del Fauno e memórias</title>
		<description><![CDATA[<p>Assisti El Laberinto del Fauno hoje. O filme &eacute; sensacional. Quem j&aacute; assistiu, sabe do que estou falando. Quem n&atilde;o assistiu, assista porque est&aacute; perdendo! Mas n&atilde;o v&aacute; ao cinema/locadora/internet achando que ver&aacute; uma Cinderela, ou qualquer historinha &#8220;by Disney&#8221;. O filme &eacute; triste, chocante, nojento em alguns momentos e revoltante na maior parte do tempo, mas o conto de fadas est&aacute; l&aacute;, envolvendo tudo isso para te fazer se sentir melhor e ter esperan&ccedil;a de que, apesar de tudo, as coisas podem dar certo para Of&eacute;lia, a protagonista. </p><p>Mas, Carla, esse n&atilde;o &eacute; o seu blog pseudo-filos&oacute;fico? Ent&atilde;o o que uma resenha est&aacute; fazendo aqui?<br>&Eacute; que esse filme me fez pensar. Quando comecei a ter consultas com a psic&oacute;loga, h&aacute; uns dois anos, uma das coisas que ela me fez fazer foi lembrar-me de como eu era na inf&acirc;ncia, e de tudo o que eu mais queria ser quando tinha l&aacute; meus seis, sete anos. E que eu colocasse tudo o que conseguisse lembrar em forma de colagens e desenhos numa cartolina. Mal sabia ela que eu me lembrava de tudo e que seria complicado fazer caber numa simples cartolina. Mas aceitei a tarefa feliz. <br></p><p><b>Ent&atilde;o, como era a pequena Carla?</b></p><p> A Carla era uma menina que n&atilde;o gostava de ser chamada de Carlinha, a menos que fosse por algum parente mais velho. Tirava boas notas na escola (menos em matem&aacute;tica) e adorava hist&oacute;rias de todos os tipos. Durante a semana, passava horas sentada na cama, ouvindo, pela en&eacute;sima vez, as fitas de hist&oacute;rias narradas e folheando os livrinhos ilustrados como se os visse pela primeira vez. Durante os finais de semana, ia para a casa de seus padrinhos, onde passava a maior parte do tempo brincando sozinha no quintal, inventando brinquedos, cantando m&uacute;sicas pensadas na hora e conversando &#8220;consigo mesma&#8221; enquanto imaginava as cenas de tudo o que estaria acontecendo ali, no seu pequeno mundo de plantas, terra, flores, hortas e galinheiros. Quando tinha oportunidade, sentava-se abaixo dos eucaliptos no terreno ao lado da casa e ficava ali por muito tempo, conversando com as &aacute;rvores, enquanto brincava com os peixinhos coloridos que nadavam entre as plantas na &aacute;gua do pequeno c&oacute;rrego que passava por ali. Ela vivia num mundo &agrave; parte, um lugarzinho s&oacute; seu, cheio de seres encantados, fadas e bruxas que preparavam suas po&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas em caldeir&otilde;es de ferro. Ela mesma tinha seu pr&oacute;prio caldeir&atilde;o. Uma grande panela de alum&iacute;nio que pegava na cozinha, onde juntava diversos tipos de plantas no jardim e as mexia com uma colher de pau, enquanto se imaginava conversando com seres encantados e outras bruxas, a respeito do preparo e o motivo daquela m&aacute;gica po&ccedil;&atilde;o. Quase sempre o objetivo era &#8220;desencantar&#8221; algum pr&iacute;ncipe engomadinho e sem gra&ccedil;a. <br>Ela tamb&eacute;m gostava de brinquedos pequenos. Bonecas, carrinhos, joguinhos de ch&aacute;. Tudo o menor que pudesse ser. Passava horas sentada na cama de sua av&oacute;, com todos aqueles min&uacute;sculos bibel&ocirc;s esparramados em volta dela, fantasiando momentos e situa&ccedil;&otilde;es das mais diversas, onde bonecas conversavam com p&ocirc;neis, que eram amigos das vacas, e todos tinha uma miss&atilde;o de resgate aos bot&otilde;es m&aacute;gicos da caixa de costura. </p><p>Na escola, a pequena Carla era dif&iacute;cil. Escrevia devagar, lia devagar e quase sempre ficava at&eacute; muito tempo depois da hora na escola copiando o dever. Ela passava a maior parte do tempo &#8220;viajando&#8221; e ouvindo l&aacute; longe a professora dizer &#8220;Carla, presta aten&ccedil;&atilde;o&#8221;, &#8220;Carla, copia o dever&#8221;, &#8220;Carla, anda logo menina&#8221;. Durante o recreio, ficava sentada sobre as ra&iacute;zes de uma &aacute;rvore muito grande, recolhendo dezenas das pequenas sementes bicolores que ca&iacute;am no ch&atilde;o e vendo as formigas, que tinham a mesma cor das sementes, carregarem pequenas folhas da &aacute;rvore at&eacute; o buraco do formigueiro. Mas ela gostava da escola, especialmente da merenda, que sempre tinha coisas gostosas para comer. Podia ser arroz, feij&atilde;o e batata, que ela comia como se fosse um banquete. Das aulas, ela sempre gostou mais da de artes, ou dos hor&aacute;rios livres, onde podia se perder em desenhos, tintas e cores. </p><p>Se voc&ecirc; pergunta aos mais velhos, como foi a inf&acirc;ncia da Carla, eles v&atilde;o dizer que foi dif&iacute;cil, que ela era muito doente, que precisava dormir sentada no colo porque se deitasse podia morrer sufocada, e que viviam mudando de m&eacute;dicos para outros m&eacute;dicos a procura de uma cura para o seu problema que todos diziam n&atilde;o ter solu&ccedil;&atilde;o. <br>Mas eu n&atilde;o me lembro de nada disso. Lembro de coisas de quando tinha pouco mais que um ano de idade. Coisas que nem os mais velhos se recordavam at&eacute; eu contar. Mas nenhuma delas &eacute; triste, sofrida ou chocante. Naquela &eacute;poca, eu estava muito ocupada com o meu mundinho encantado para dar qualquer import&acirc;ncia ao que se passava no mundo real.<br>E ningu&eacute;m tem o direito de dizer que eu fui triste, ou que tive uma inf&acirc;ncia sofrida, porque eu s&oacute; me lembro de uma crian&ccedil;a esperta e feliz, de seres encantados, &aacute;rvores que conversavam e caldeir&otilde;es m&aacute;gicos.</p><p>E &eacute; por isso que o filme me fez pensar... Talvez um conto de fadas seja realmente capaz de tirar uma crian&ccedil;a de qualquer situa&ccedil;&atilde;o, por pior que ela possa parecer. </p><p>Por favor, adultos, permitam as suas crian&ccedil;as o direito de imaginar e sonhar.</p>]]></description>
		<dc:creator>Carla</dc:creator>
		<dc:date>Mon, 23 Apr 2007 05:45:55 -0300</dc:date>
	</item>

	<item rdf:about="http://divinossegredos.zip.net/arch2007-04-15_2007-04-21.html#2007_04-19_13_27_26-11265065-0">
		<title>Novo layout</title>
		<description><![CDATA[Post ultra r&aacute;pido, s&oacute; para falar do layout novo. Porque eu mudei muito r&aacute;pido, n&eacute;? <br>N&atilde;o sei... Aquele estava bonito, mas eu peguei um daqueles &#8220;bichinhos de novidade&#8221; nessa madrugada e nem consegui dormir enquanto n&atilde;o terminei de arrumar tudo - na verdade, ainda n&atilde;o dormi at&eacute; agora &#8211; e acho que esse layout combinou melhor com a id&eacute;ia do blog do que o anterior. <p>Antes de mais nada, preciso dar os devidos cr&eacute;ditos a quem merece! ^_^<br>Esse lay n&atilde;o teria ficado assim, bonito e chique, se eu n&atilde;o tivesse usado os brushes fornecidos pela <a href="http://deleteria.com/membro/Barbara" target="_blank">B&aacute;rbara</a> e pela <a href="http://deleteria.com/membro/ethelforragen" target="_blank">Mariana</a> l&aacute; no <b>Deleteria</b>. Fico muito agradecida as duas, porque os brushes delas me ajudaram a aperfei&ccedil;oar o meu trabalho.<br>Preciso agradecer tamb&eacute;m ao Gralha-senpai, que al&eacute;m de ter um &oacute;timo senso de design, &eacute; dalt&ocirc;nico e sempre me ajuda a escolher as melhores cores para facilitar a leitura do blog! XD</p><p>Mas &eacute; isso...<br>Eu estou cheia de coisas pseudo-filos&oacute;ficas que gostaria de postar aqui, mas agora estou um pouquinho sem tempo. (est&aacute; na hora da minha m&atilde;e jogar no PC hehehe)<br>Ent&atilde;o, fica pra depois!<br></p>]]></description>
		<dc:creator>Carla</dc:creator>
		<dc:date>Thu, 19 Apr 2007 16:27:26 -0300</dc:date>
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